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Melhores Faixas de 2008 (01-30)December 29 2008
1) NO - VIVIAN GIRLS
"Vivian Girls"
Você pode interpretar No como um grito feminista. Ou como uma debochada forma de protestar contra o estado da música. Ou como uma forma do IndieNation protestar contra o estado da música. Só escolher...





2) GOBBLEDIGOOK - SIGUR RÓS
"Með Suð í Eyrum Við Spilum Endalaust"
O vídeo XXX já adianta: Gobbledigook é a trilha sonora da liberdade. É impossível não se surpreender com a batucada que desvenda o lado mais festivo de uma banda antes acostumada com climas densos.





















Melhores Faixas de 2008 (31-60)December 19 2008
31) GARDENIA - STEPHEN MALKMUS
"Real Emotional Trash"
Gardenia é a única faixa do ótimo 4º álbum solo do ex-líder do Pavement a habitar terreno ensolarado. Num disco recheado de jams, reencontrar o lado pop de um dos heróis do rock alternativo é uma boa surpresa. E como um boa canção pop, não passa de 3 minutos.




32) FALLING DOWN - DAVID KARSTEN DANIELS
"Fear Of Flying"
Se você tem viagem de avião marcada, passe longe de David Karsten Daniels. E mais longe ainda de Falling Down, canção hipponga-emocional de título sugestivo. Acompanhe a história numa voz sofrida e prepare-se para boas surpresas.




















Da Inutilidade do GênesisDecember 18 2008

O início dessa resenha é um caminho bifurcado. Porque aqui no IndieNation ninguém vai tentar ferir as suas crenças. Se você for cristão, muçulmano, judeu, ou de qualquer outra religião dessas que bombam no céu, vá direto ao terceiro parágrafo.
Já foram? Então eu posso continuar... Cosmogenia é tão last week, não é mesmo, minha gente? Abiogênese é que é fino. Não vamos considerar nenhuma teoria específica, mas parece que a vida surgiu a partir de reações químicas espontâneas, que se tornaram mais complexas e, tchanan!, surgiram algumas coisinhas consideráveis. Procure no Google para obter informações mais corretas e embasadas, mas deve ter sido no período Pré-Cambriano. Nem lembro dos outros períodos e eras, mas é certeza que na Mesozoíca só dava dinossauro por aqui. Aí, no final da Cenozóica, surgiu o homem e nós aqui estamos.
Após essa explicação lúdica que ilustra como Deus criou Adão, Eva, os animais e tudo mais, vamos aos grandes fatos da humanidade. Roda, fogo e escrita realmente marcaram uma época! Dali em diante, a coisa só fez se sofisticar: guerras, extermínios, revoluções... A parte das revoluções é a mais interessante, mas só foi acontec


Um Bom AnoDecember 10 2008

Dizem que isso acontece devido ao movimento dos astros: é só Jupiter passar por trás de Vênus e encontrar um satélite saturniano ao lado da Lua e pronto, sua vida desmorona completamente durante um ano. Bom, deve ter acontecido em 2008, pelo menos no meu mapa astral. Só pra exemplificar, numa mesma semana meu pai foi sequestrado e pela primeira vez eu tive que me internar num hospital. Até a inseparável amiga de todas as horas, a música, resolveu decepcionar. Meus heróis da adolescência de repente se tornaram mais antiquados que o Ray Conniff. Quem imaginaria em 98 ou 99, que dez anos depois o Weezer lançaria uma bomba atômica como esse "Red Album"? E o Ben Folds? Pois é, até o espertíssimo Ben Folds virou um tiozão chato.
Em "Way To Normal" (Epic, 2008) o humor do nosso querido pianista se tornou um tanto incoveniente. Mas se ainda resta uma esperança de que a música compense o lado Bozo de Folds, esqueça: a música também é incoveniente. Não é só o excesso de produção que incomoda (e incomoda mesmo: há desde platéia fake a truques de hip-hop), é a falta de criatividade que grita no terceiro "álbum-solo" de Folds. Até os bons momentos são arruinados com letras constrangedoras: Bitch Went Nuts é misógena até o caroço, e por isso o arranjo pegajoso cravado por Folds é superado pelo embalo machista da canção. A letra de Cologne é besta também, mas não incomoda tanto, o que transforma a canção no melhor momento do álbum. Pegue Brainwashed e isso é tudo que "Way To Normal" oferece de conteúdo decente. Até a participação de Regina Spektor no single You Don't Know Me é um grande desperdício de tempo e talento.
As virtudes de Ben Folds como arranjador, pianista e letrista são inegáveis. Mesmo quando ele tentava ser mais "engraçadão" (just like Michael Jackson did...) a coisa quase sempre ia bem. Só que dessa vez não foi, mesmo. Quem sabe é aquele papo da astrologia, os planetas e satélites vadiando pela Via Lactéa e mexendo com a vida de todo mundo por aqui. Pensa, até um negão foi eleito presidente dos EUA! Até o Ben Folds lançou um disco medíocre...


Ben Folds - Way To Normal - 46
Ano: 2008
Origem: EUA
Gênero: Piano Rock/Power Pop/Indie Pop
IN Picks: Cologne, Brainwashed
Pra quem gosta de: Ben Lee, Ben Kweller, Skybox








BEN FOLDS - YOU DON'T KNOW ME





















Sobre Estar SóDecember 8 2008

A solidão pode ser bem-vinda? Quando a gente conversar sobre música, a resposta é sim. Justin Vernon, o homem por trás do nome Bon Iver, sabe bem disso: compôs o assombroso "For Emma, Forever Ago", melhor álbum de 2007, a partir dessa condição e usufruindo dela também. Mas será que o sucesso do primeiro trabalho ficaria restrito ao momento em que foi desenhado? "Blood Bank" (Jagjaguwar, 2008) vem no primeiro mês de 2009 nos dar essa resposta.
Momento "Contigo!": Vernon divide lençóis atualmente com o sexo representado numa voz feminina, Elizabeth Powell, vocalista do Land Of Talk (que teve o excelente debut produzido pelo próprio). Portanto, ele não está mais só. E não, ele não voltou ao longíquo casebre do Wisconsin em busca de inspiração. Mas nada disso faz a mínima diferença. Vernon continua colocando suas emoções em jogo, e faz isso de maneira intensa. Nasceu com o coração dilacerado e quer arrebentar com os nossos também. Nem que pra isso seja preciso brincar com o silêncio. Lembra, no final da estonteante "re: Stacks", daqueles segundos de silêncio gritando na sua cabeça? Isso acontece ao final de cada canção desse novo EP.
Blood Bank, a primeira das quatro, começa no acalanto de uma guitarra tí